Breve: Louva-a-deus, um inseto mal compreendido

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Ministro diz que sucesso no leilão de aeroportos indica que o Brasil é seguro para investidores

“O Brasil é um país em que os investimentos são seguros e rentáveis. Os 11 consórcios que se habilitaram foram assertivos nas suas propostas, o que demonstra coragem” (Wagner Bittencourt)

O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, avaliou que o resultado do leilão dos aeroportos de Guarulhos (Cumbica), Campinas (Viracopos) e Brasília (JK), realizado ontem (7/01), na sede da BM&F Bovespa, foi expressivo, com ágio de 373% para Guarulhos, 159% para Viracopos e 675% para Brasília.
Segundo ele, isso sinaliza que os investimentos no país são seguros e rentáveis, já que foram 11 consórcios habilitados, com investidores nacionais e internacionais. “Todos os vencedores foram muito assertivos, positivos, com lances bastante agressivos, o que demonstrava a vontade e a coragem dos interessados”.
No caso de leilões públicos, ágio é o percentual que a empresa vencedora ofereceu além do valor estipulado pelo governo como preço mínimo.
Apesar de a Globo chamar de privatização, por não ter lido com atenção o livro 'Privataria Tucana', de Amaury Ribeiro Jr., acabou anunciando que “especialistas se dizem surpresos pelo sucesso do leilão...”
Assista à entrevista coletiva dos representantes do Governo e das Empresas que participaram do certame:  
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) arrecadou R$24.535.132.500,00 com o leilão, quase cinco vezes os R$ 5,5 bilhões previstos no edital de licitação. A concessão para exploração do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, que tem prazo de 20 anos, foi arrematada por R$ 16.213.000.000,00 pelo consórcio Invepar – composto pelas empresas Invepar (Investimentos e Participações em Infraestrutura S.A) e Acsa, da África do Sul.
O valor da concessão do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), ficou em R$ 3.821.000.000,00 e foi arrematada pelo consórcio Aeroportos Brasil, composto pela Triunfo Participações e Investimentos (45%), UTC Participações (45%) e Egis Airport Operation (10%).

Fonte principal: Blog do Planalto

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Mais uma da Veja: em defesa dos agrotóxicos

Reportando-se à edição de 4 de janeiro de 2010, de um dos maiores panfletos do Partido da Imprensa Golpista, a Associação Brasileira de Agroecologia emitiu um manifesto em forma de 'carta à revista'.
Este Blog socializa o conteúdo da missiva:

Prezado Diretor de Redação, 

Referentemente à matéria de Veja, da edição de 4 de janeiro de 2012, sobre o tema dos agrotóxicos, chamou-nos primeiramente a atenção o tratamento parcial e tendencioso dado ao assunto, uma vez que se trata de um tema controverso, mesmo nos meios científicos, e que recebeu apenas o veredito de profissionais com legitimidade e isenção questionáveis, considerando que é possível que alguns representem, eles próprios, um comprometimento com a indústria de agrotóxicos, a qual é, obviamente, parte interessada na venda desses produtos. Ademais, soa como prepotente, para dizer o mínimo, a Revista tentar apresentar-se como dona da verdade em um tema sensível e controverso como esse. Por uma questão de imparcialidade e ética, o que se esperaria é que a matéria concedesse também amplo espaço para o contraditório.
Da mesma forma, foi visível a falta de senso crítico das jornalistas, que não questionaram os “conceitos” que alguns entrevistados convenientemente tentaram afirmar como sendo “modernos”, como ocorreu, já no início da matéria, em relação ao nome “Defensivos Agrícolas” em vez de agrotóxicos. Cabe esclarecer que o termo agrotóxico é definido de acordo com a LEI Nº 7.802, DE 11 DE JULHO DE 1989, que considera “agrotóxicos e afins:
a) os produtos e os agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, destinados ao uso nos setores de produção, no armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas, nativas ou implantadas, e de outros ecossistemas e também de ambientes urbanos, hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos;
b) substâncias e produtos empregados como desfolhantes, dessecantes, estimuladores e inibidores de crescimento.”

Fica claro que o termo adequado, definido por lei, para referir-se a quaisquer dos produtos acima mencionados é agrotóxico, ainda que a indústria e as entidades que representam seus interesses insistam em usar, eufemisticamente, o termo defensivos agrícolas.
Inseticidas, fungicidas, herbicidas, formicidas, etc, já carregam em seus nomes o princípio básico de sua ação: a função “cida”, sufixo originário do latim, caedere que significa matar. Não é a toa que quase todos levam em seus rótulos uma CAVEIRA com as tíbias cruzadas e a inscrição "VENENO".
Sobre a afirmação de que “o Brasil é um dos países mais rigorosos no processo de registro de agrotóxicos” e que “os produtos disponíveis no mercado são seguros", não é isso que se constata na prática, uma vez que existem diversos casos de formulações de agrotóxicos que são proibidas em dezenas de países, e permanecem, no entanto, com seu uso liberado no Brasil, como é o caso do Endossulfan, do Metamidofós e do Acefato, encontrados pela Anvisa em vários alimentos, como o pepino, pimentão, tomate, alface, cebola e cenoura. Cabe registrar e reconhecer o esforço realizado pela Anvisa para monitorar os resíduos de agrotóxicos nos alimentos, além de fiscalizar os abusos cometidos na comercialização e uso desses produtos.
No caso do Endossulfan, trata-se de um princípio ativo proibido em mais de 50 países, inclusive nos 27 da Comunidade Europeia, na qual está proibido desde dezembro de 2005 e continua sendo comercializado livremente no Brasil (embora tenha tido sua fabricação proibida recentemente no Brasil desde 12-09-2010, a sua comercialização está permitida até 2012). A proibição de seu uso nos outros países deve-se ao fato do mesmo apresentar graves riscos ao meio ambiente e à saúde humana, podendo causar, entre outros, efeitos carcinogênicos, imunotoxidade e neurotoxidade. Além destas, outros produtos são causadores de patologias de pele, teratogênese, desregulação endócrina, efeitos na reprodução humana e no sistema imunológico.
A reportagem afirma, de forma irresponsável, que “não existe comprovação científica de que o consumo a longo prazo ... provoque problemas graves em seres humanos”. Segundo Faria et al. (2007)1, publicações da Organização Internacional do Trabalho/Organização Mundial da Saúde (OIT/OMS) estimam que, entre trabalhadores de países em desenvolvimento, os agrotóxicos causam anualmente 70 mil intoxicações agudas e crônicas que evoluem para óbito, e pelo menos 7 milhões de casos com doenças agudas e crônicas não fatais. Isso representa, sem dúvida, elevados custos para a saúde humana e ambiental. Segundo Rigotto (2011)2, ainda segundo a OMS, para cada caso de intoxicação por agrotóxicos diagnosticado e notificado, existem pelo menos 50 casos não notificados.
1. Ciência & Saúde Coletiva, 12(1):25-38, 2007. 
2. Raquel Rigotto, entrevista a Caros amigos, dezembro de 2011. 

Apesar de vários produtos serem proibidos em diversos países, há fortes pressões do agronegócio para mantê-los autorizados no Brasil e, embora estejam em reavaliação, continuam sendo importados em larga escala pelo país.
Deformação causada pelo contato com agrotóxico na gravidez
A questão do estabelecimento de limites permitidos de resíduos de agrotóxicos em alimentos é bastante complexa. Sabemos que o estabelecimento de “níveis seguros” de venenos que poderíamos ingerir todos os dias é uma falácia. Nenhum estudo laboratorial pode comprovar com toda certeza que determinado nível de veneno é inócuo para a saúde das pessoas. Estudos feitos com cobaias sugerem que certos níveis de resíduo parecem não produzir efeitos colaterais, até que o surgimento de técnicas mais modernas ou novas evidências científicas provem o contrário. Para alguns especialistas, a determinação de limites aceitáveis de resíduos representa, na verdade, a “legalização da contaminação”.
O lobby das empresas produtoras de agrotóxicos é evidente, como se pode perceber pelo gritante exemplo da alteração do limite permitido de resíduos de glifosato para que a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) pudesse liberar a soja transgênica no Brasil. Em 1998 a Anvisa alterou o limite permitido de resíduos de glifosato em soja, aumentando-o em 10 vezes! Ele passou de 0,2 ppm (partes por milhão) para 2,0 ppm. Mas em 2004 o limite do veneno na soja aumentou ainda mais: foi para 10 ppm, ou seja, 50 vezes maior que o limite inicialmente permitido.
Os níveis de contaminação por agrotóxicos vão muito além dos registros de resíduos em alimentos. As águas dos rios e aquíferos estão contaminadas por venenos agrícolas. Na Chapada do Apodi no Ceará, a água que sai das torneiras tem até 12 tipos de veneno. O aquífero Jandaíra, localizado sob parte do Ceará e do Rio Grande do Norte está sendo contaminado pelos venenos utilizados na produção de banana e abacaxi. O famoso aquífero Guarani está também sendo contaminado por agrotóxicos. Os alimentos, o ar, as chuvas e até mesmo o leite materno estão contaminados de venenos provenientes das aplicações maciças nas regiões onde o agronegócio impera, como ficou constatado no Mato Grosso. Em março de 2011 foi divulgada amplamente a contaminação em leite materno com agrotóxicos, no município de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, região dominada pela produção de soja e do milho transgênicos.3 

3. Fonte: LONDRES, F. e MONTEIRO, D. Agrotóxicos no Brasil: um guia para ação em defesa da vida. RJ, 2011 
4. Em: Agência de Informação Embrapa, Agricultura e Meio Ambiente. Qualidade Dinâmica e Riscos de Contaminação.

A reportagem também erroneamente afirma: “período de carência é o intervalo mínimo entre o uso do pesticida e a colheita”, no entanto, a definição correta de período de carência ou intervalo de tempo, em dias, é o tempo que deve ser observado entre a aplicação do agrotóxico e a colheita do produto agrícola para que o alimento colhido não possua resíduos dos agrotóxicos em níveis superiores aos limites máximos estabelecidos pela ANVISA. Continua a reportagem: “tempo em que o defensivo se degrada e perde sua toxicidade para os seres humanos”. Isto é uma inverdade. A pressuposta degradação ou ausência de agrotóxicos nos alimentos não significa que os problemas tenham desaparecido, pois existem os metabólitos que podem estar presentes. As consequências ambientais e para a saúde, em função de uma aplicação que deixou residual, podem permanecer por muito tempo. Segundo Spadotto & Gomes4 “determinados produtos químicos são rapidamente decompostos no solo, enquanto outros não são degradados tão facilmente. Algumas moléculas são moderadamente persistentes e seus resíduos podem permanecer no solo durante um ano inteiro, outras podem persistir por mais tempo. No ambiente aquático, além da hidrólise e da fotólise, os agrotóxicos podem também sofrer a degradação biológica e, ainda, a bioacumulação e a biomagnificação (bioacumulação em níveis elevados da cadeia trófica), diferenciando apenas os microrganismos nesse ambiente em relação àqueles presentes no solo”. E mais, advertem que além dos riscos da molécula original, os metabólitos ou produtos de degradação dos agrotóxicos apresentam toxicidade e ecotoxicidade com enormes diferenças em relação à molécula-mãe.
Alguns destes produtos de degradação podem ser inclusive muito mais tóxicos que o ingrediente ativo original. A título de exemplo, pode ser citado o glifosato, que produz o ácido aminometil fosfônico (AMPA) como primeiro metabólito, que por sua vez produz outros que ainda não são investigados e que podem ser mais tóxicos para a cadeia trófica. Além desse, há o exemplo clássico do DDT que ao perder uma molécula de HCl, por degradação biológica ou ambiental, forma o metabólito conhecido como DDE, que é ainda mais resistente às degradações que o DDT.
Cabe lembrar que não é por acaso que o Brasil é considerado o campeão mundial de consumo de agrotóxicos, atingindo a incrível marca de 5,7 litros por habitante/ano.
Esse dado foi, estranhamente, esquecido ou, o que é mais grave, ignorado intencionalmente pelas jornalistas, que conseguiram fazer uma matéria que destacou apenas um lado da questão, o dos “benefícios” supostamente decorrentes do uso de agrotóxicos. Lamentamos essa postura, profundamente comprometedora para uma revista que se pretende séria e, ironicamente, se intitula como “indispensável”. Perdem com isso os leitores da revista e perde, ainda mais, a sociedade brasileira, pelo nível superficial, pouco sério e, sobretudo, tendencioso como um tema tão importante como esse foi tratado na referida matéria. 

Atenciosamente, 

Associação Brasileira de Agroecologia"

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

EUA rejeitam veneno em caixinha sabor laranja da Cutrale

Estados Unidos devem devolver suco da Cutrale por causa dos agrotóxicos. Vai querer pra você?


Depois de diagnosticar a presença do fungicida Derosal (princípio ativo carbendazim) em uma carga de suco de laranja comercializada na Flórida pela empresa brasileira Cutrale, o Governo dos Estados Unidos da América ameaçou suspender a importação de suco de laranja de todas as grandes empresas produtoras do Brasil.
As chamadas grandes indústrias do setor são a Cutrale, Citrosuco, Louis Dreyfuss, e Citrovita, (controlada pelo Grupo Votorantin, do digníssimo Antônio Ermírio de Moraes, tão idolatrado pela grande mídia).
De acordo com o Blog ‘Ciência, Política e Religião’, de Marivalton, a iminente possibilidade de suspensão deste comércio fez com que os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado disparassem na Bolsa de Nova Iorque.
A comercialização e utilização do carbendazim na produção de laranjas é expressamente proibida nos Estados Unidos. Mas no Brasil, com a conivência e interesse próprio de deputados e senadores, ainda é permitida. Quem sabe os brasileiros sejam mais resistentes às intoxicações (sic).
A Cutrale responde por 80% da produção mundial de suco de laranja concentrado (mais de um milhão de toneladas por ano) e exporta 97% da sua produção. Possui sete fábricas e exporta 676,255 milhões de dólares por ano!
O Brasil é o maior produtor mundial de suco de laranja do planeta e os Estados Unidos compram 15% de todo o suco produzido, ou cerca de 300 milhões de dólares dos 2 bilhões de dólares vendidos pelo país no exterior.
Em 2009, a ‘Food and Drug Administration’ – FDA cassou a autorização para o uso deste veneno em citros. Mesmo assim, a indústria brasileira exportava para lá o suco com a presença deste agrotóxico. Bem... se isto serve de consolo, os norte-americanos beberam litros de veneno, assim com nós...
Christian Lohbauer, presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) admitiu que os Estados Unidos têm o direito de vetar a entrada do suco de laranja do Brasil por este motivo.
Mas, analisando bem, a Cutrale não vai enfrentar grandes problemas com seu suco. Afinal, a Rede Globo, a Bandeirantes, e várias outras macro-empresas do país, atreladas aos arreios midiáticos destas corporações, adoram o suco podre que aparece subliminarmente nas suas novelas.
Por sua vez, empresas atreladas a estas atreladas (redundante?), poderão comprar o suco podre para então redirecioná-lo ao mercado interno. Você vai querer? Existe uma lógica de que o consumidor brasileiro se sinta orgulhoso em adquirir no supermercado do seu bairro um produto que sabia ser ‘exclusivo para exportação’... status, não?
Mas por que os produtores, que fornecem a baixo custo as laranjas à indústria, continuam utilizando o produto proibido? Ora, se os próprios técnicos das grandes empresas vendem o veneno e recebem comissão monetária nas vendas, é fácil de entender. Flávio Viegas, presidente da Associação Brasileira de Citricultores – Associtrus, afirmou que a indústria de sucos de laranjas foi “irresponsável” ao não informar os produtores sobre a proibição. “Se esta proibição ocorre desde 2009, é muita irresponsabilidade não haver um alerta ao produtor para que uma solução fosse discutida”, disse ele.
Em 2009, o Partido da Imprensa Golpista – PIG, liderado pela Rede Globo de televisão, montou um grande teatro noticiando a ocupação de parte das terras da Cutrale pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.
Chegava a ser patético ver alguns senadores(as), deputados(as) e outros tantos "ilustres" se revezarem nos microfones em defesa das laranjas da Cutrale. Muitos destes, possivelmente, já foram beneficiados com os "sucos" da empresa para suas campanhas, ou estavam de olho para obter "vitaminas" no próximo pleito. Mas nenhum deles levantou uma folha para denunciar o grande grilo do complexo Monções. As laranjas, e não poderia ser planta melhor, são a tentativa de justificar o grilo da Cutrale e de outras empresas daquela região. Passar por cima das laranjas foi como passar por cima do grilo e da corrupção que mantém esta situação há tanto tempo.
Não foi a primeira vez que este latifúndio havia sido ocupado. A primeira ocupação na região, em 1995, foi feita para denunciar o grilo e pedir ao Estado providências na arrecadação das terras para a Reforma Agrária. Passados quase 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos produtivos, mas a maioria das terras continua sob o domínio de grandes grupos econômicos. E mais, a Cutrale instalou-se lá há 4 ou 5 anos, sabendo que as terras eram griladas e, portanto, com claro interesse na regularização das terras a seu favor. Para tanto, plantou laranjas! Aliás, parece ter plantado um laranjal em parte do Congresso Nacional e nos meios de comunicação. O que não é nenhuma novidade!
Em agosto de 2011, o MST apresentou ao Tribunal de Justiça Federal de São Paulo, ao Ministério Público Estadual e à Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), denúncia de que “a Cutrale usa em larga escala, sem o devido controle, toda espécie de veneno, pesticidas e agrotóxicos, causando poluição das águas, rios, e especialmente poluindo o lençol freático que abastece o Aqüífero Guarani".
O MST reivindicou a arrecadação da área para fins de Reforma Agrária (como manda nossa Constituição) e denuncia a criminosa e indevida utilização da área pela Cutrale. A área tem origem pública e, de acordo com a lei, deve ser destinada à Reforma Agrária.
Em 2009, ao mostrar um trator da fazenda, operado por um manifestante, derrubando pés de laranja, o PIG mostrou a coragem revolucionária de arrancar da terra o câncer da monocultua do agronegócio e trazer a vida representada pelas sementes de feijão e milho. A Cutrale, além de grilar terras, paga salários de miséria, mata trabalhadores de cansaço e ainda expulsa os pequenos agricultores de suas áreas.
Em São Paulo existe uma lei, elaborada pela ‘elite pensante’, que permite à empresa invadir a casa de qualquer cidadão para cortar os pés de laranja e limão que estes por ventura tenham em suas casas, alegando prevenção fitossanitária.

Sorria! Você está sendo infectado!

domingo, 27 de novembro de 2011

Desabafo de um Agricultor do Oeste do Paraná

A família dos Guerini voltou do Paraguai em 2001, após alguns anos de agricultura convencional nas terras que lá estavam sendo “desbravadas”. Decidiram manter-se na agricultura porque é a atividade que amam e o que sabem fazer. Para isso, buscaram uma área vizinha ao Parque Nacional do Iguaçu, município de São Miguel do Iguaçu, tendo em mente um projeto de agricultura orgânica.
Mas, por diversos motivos, a ideia acabou não se viabilizando como planejado. A zona de amortecimento de impacto no entorno de unidades de conservação caiu de 10 km para 500 metros para o plantio de soja transgênica.
As sementes convencionais registradas eram compradas e plantadas como convencionais, mas já vinham contaminadas. O produtor prejudicado ainda corria o risco de ser penalizado por ter plantado sementes transgênicas na margem do parque e sem pagar o royalty cobrado pelas empresas. “As sementeiras não sofrem nenhuma penalização por vender sementes contaminadas, o agricultor sim”, denuncia.

O Guardafogo deseja compartilhar com seus leitores uma carta enviada por um agricultor do oeste do Paraná à AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia, e publicada no seu site.
Ele se sente “encurralado” por querer manter-se fora do sistema imposto pelas empresas de transgênicos e seguir produzindo suas próprias sementes.

Leia a carta na íntegra:

Encurralar: meter em curral, encantoar em local sem saída, sem opção de escolha, perda da liberdade… é assim que está o agricultor que não deseja aderir ao plantio de organismos geneticamente modificados, no meu caso a soja e o milho.
Gostaria que me permitissem um desabafo.
A agricultura, atividade milenar que fixou o homem tirando-o do nomadismo, criou a possibilidade da civilização se desenvolver, é a pedra angular na produção de alimentos para a humanidade. Hoje é uma atividade controlada.
A produção de alimentos é entendida, ou pelo menos deveria ser entendida pelos governantes de um país, como um ponto estratégico, segurança alimentar.
A nação que se auto sustenta na produção de alimentos tem uma vantagem óbvia em relação às que não forem capazes. Mas, pelo que tudo indica, nossos governantes (eu me refiro em especial aos parlamentares, congressistas que compõem a bancada ruralista) não estão dando importância para auto sustentabilidade e segurança alimentar da nação. Se eu pudesse gostaria de fazer algumas perguntas a esses parlamentares que me referi acima:
Por que depender de uma tecnologia criada por um concorrente que tem por principal objetivo o controle sobre as sementes e os agricultores e o controle sobre a produção de alimentos no mundo?
Por que deixar corporações estrangeiras ditarem as regras de um setor tão importante?
Será que com todos os cientistas e mentes brilhantes que temos aqui no Brasil não seria possível encontrar uma outra solução para os problemas enfrentados pela agricultura além dessa proposta dos organismos geneticamente modificados?
Do agricultor foram tirados todos os direitos básicos elementares de optar por um ou por outro sistema de produção, de poder guardar as suas sementes, a liberdade de escolha.
Além do agricultor ter que arcar com o risco das intempéries, das mudanças climáticas e de toda má sorte que pode ocorrer desde o plantio até a colheita, ele é jogado no covil desses leões famintos que são essas mega corporações que estão nos empurrando para um brete sem saída. E o pior, com o aval de quem deveria nos proteger.
Quem deveria nos proteger são os representantes do setor agrícola no congresso. Criando leis, mecanismos que impeçam essas corporações de fazer o que bem entendem, de fazer com que o agricultor fique cada vez mais dependente, mais endividado, mais impotente, mais desesperado, mais sem saída.
Afinal, bancada ruralista, a quem vocês estão representando mesmo?
Grato pela atenção,
Silvio Guerini”

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Carta aberta aos professores e professoras

Estarrecido, resolvo redigir estas linhas no intuito de dar minha modesta colaboração para que o exercício da Educação Escolar possa sempre melhorar.
Para isso, porém, além do incremento de mais e novos conhecimentos, é preciso que sejam detectadas e eliminadas as insalubridades que se infiltram de forma oculta no processo educativo.
Leio neste momento matéria intitulada “Parceria entre Cooperativa Lar e Syngenta movimenta o Projeto Escola no Campo”, no Jornal Costa Oeste, de Santa Helena, PR, datado de 20-26/11.
O artigo é amparado por uma cartola com o termo 'Conscientização'. Cartola é termo jornalístico para um antetítulo, uma palavra que complementa e instiga à leitura do título.

Corre-me um frio pela espinha. A escrita diz que o projeto visa 'conscientizar as novas gerações de agricultores (inocentes crianças) da utilização correta de venenos agrícolas com segurança para o ser humano e o meio ambiente.'
O texto se torna ainda mais macabro ao dizer que 'a transnacional Syngenta desenvolveu um programa didático (cartilha), que é usado nas escolas parceiras, com  participação ativa dos professores, que inserem o conteúdo educativo na grade curricular das séries atendidas'.
Professores e professoras, não sei se estou mesmo vendo isso ou se é um delírio!
Não acredito que o MEC saiba disso, e me conforta saber que nem todos os educadores aderiram a esta farsa. O que é uma escola parceira da Syngenta? Quem é a Syngenta para introduzir essa coisa hedionda na grade de estudos de um país em plena ascensão educacional?
Nós educadores devemos ensinar às crianças a produzir alimentos SEM agrotóxicos. Comunicá-las de que a produção de alimentos orgânicos e agro ecológicos é mais lucrativa tanto na questão econômica em si, como na questão ambiental e de saúde pública.
Nós devemos ensinar às crianças a plantar alimentos de verdade: alguns pés de alface, pepino, cenoura, maxixe, frutas... no fundo do quintal, longe das famigeradas lavouras de soja, e não ensiná-las a fazer a 'tríplice bobagem', lavando três gotas de um galão de veneno que já intoxicou o solo e o vento com as outras 99.997 gotas que lá haviam. Que droga!
Caros professores e professoras, ninguém tem obrigação de saber tudo. Cada um sabe o pouco que lhe é necessário, na sua especialidade, e o aprendizado é um processo manente. Portanto, não têm culpa certos educadores que se tornam vítimas de projeto maquiavélico de uma empresa que tem o intuito de auferir o máximo de lucratividade, mesmo que em detrimento da vida e da saúde da população.
Usando embalagem de agrotóxico
A multinacional em questão se utiliza de subterfúgios satânicos para ludibriar o povo, a começar pelos formadores de opinião. Apoiada na palavra 'parceria', conquista desde autoridades políticas, presidentes de sindicatos e cooperativas (como no caso em tela) para que estes, como marionetes suspensos nos cordões manipulados, trabalham pela 'justa causa' de promover o uso correto de 'defensivos'.
Prova disso é que a frase vencedora do concurso promovido pelo tal projeto, diz que 'o agrotóxico é perigoso, mas é necessário... e só com ele teremos um bom alimento.' Outra frase diz que 'deve-se ler a bula, aplicar o veneno, esperar o tempo de carência, e depois comer...'. Mas que droga, literalmente!
A aluna Amanda, por ser inteligente, vai ler muitos livros, e com as informações corretas vai descobrir a verdade. Parabéns a ela.
Professores e professoras, pessoas como você e eu não temos condições de financiar um projeto parecido, pedindo às crianças que elaborem frases e desenhos sobre a Agroecologia, por exemplo, em troca de uma bicicleta. O poder financeiro está na mão de outros. Nós temos que trabalhar de outra forma. Você, educador, está de posse da verdadeira didática, e pode utilizá-la pelo bem. A única maneira é expressar a verdade às crianças, pois a geração dos seus pais já foi ludibriada.
A Syngenta Seeds é uma multinacional agroquímica suíça, fundada em 1901. É a segunda maior empresa de biotecnologia do mundo. Produziu o agente laranja, substância usada no Vietnã de 1964 a 1975, para dizimar as lavouras e as florestas, e foi deste princípio ativo que nasceram os herbicidas. Milhares de vietkongs e soldados sul-coreanos foram contaminados, apresentando câncer e deformidades.
Foi a Syngenta a empresa multada em um milhão de reais pelo IBAMA em 2006, pelo crime ambiental de plantar transgênicos em área de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu. Segundo a matéria 'Syngenta mata', da ONG Terra de Direitos, a área foi transformada em um Centro de Agroecologia pelo Governo do Estado e ocupada por 70 famílias de agricultores. Mesmo assim, um dos 40 jagunços chefiados pela Syngenta matou o agricultor Valmir Mota, o 'Queno', em operação armada.
Ações repugnantes desta empresa podem ser exemplificadas por uma, mundialmente conhecida: a elaboração do mapa da 'República da Soja'. O mapa apresenta um discurso geopolítico claro. Nele o capital se sobrepõe aos países e atua de forma intimidadora aos governos. é a total predominância do sistema de produção do agronegócio, sua expansão e domínio absoluto, como se não houvesse outra possibilidade de produção no campo. Propõe uma monocultura baseada na dependência de sementes, insumos e implementos agrícolas, produzidos pela empresa que encomendou o mapa. Leia mais em artigo da UNESP, 'Atlas da questão agrária brasileira'.
O Google é seu amigo, clique em 'mais', 'acadêmico' e digite 'syngenta alimentos contaminados'. São artigos sérios, às centenas.
Leia também excelente artigo do sítio Ecobiosaúde com o alerta de que, apesar de a população brasileira estar comendo mais, está ingerindo comida menos nutritiva (alimentos industrializados enfastiados de aditivos químicos) e contaminada por agrotóxicos.
Percentual de amostras com resíduos tóxicos acima dos permitidos por lei (Anvisa)
Analise também as fotos nesta matéria do jornal Meio Norte, em que há denúncia de mortes por intoxicação, para ter uma ideia de como é a realidade da manipulação dos venenos agrícolas. Observe as belas matas e reservas ao fundo da lavoura (sic).
Produção no sistema de Agrofloresta
A agricultura orgânica será a base futura de uma produção familiar racional de alimentos, sem exploração de mão de obra. Ela busca a exploração de sistemas agrícolas diversificados, economia no custo de energias, preservação da biodiversidade, maior densidade de áreas verdes, tudo isso contribuindo para manter a paisagem mais 'humana'.
O alimento orgânico tem mais vitaminas e sais minerais, pois provém de um solo mais rico e equilibrado, sem o excesso de nitritos e nitratos. Contém maior teor de matéria seca, tendo por isso maior valor nutricional. É mais saboroso, pois mantém os ácidos orgânicos não nitrogenados, especialmente em frutas e hortaliças consumidas in-natura.
Professores e professoras, não é pretensão deste texto criticar o trabalho realizado por alguns, que tiveram a intenção de estimular o aluno à leitura e à redação, mas que seja um alerta: não podemos cair nas falácias de lobos vestidos de cordeiro.
O espaço está aberto para comentários. Comente, critique, zangue-se comigo e xingue se tiver vontade, mas pense nisso!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Fabricantes de venenos não poupam nem as crianças



Uma pena fazer isso com um inocente talento...
O Concurso Nacional de Redação é promovido pelas 'Centrais de Recebimento do Sistema Campo Limpo'.
Esta organização autointitula-se responsável pela 'logística reversa de embalagens vazias de agrotóxicos'. Traduzindo: 'recolhimento de lixo contaminado com veneno agrícola'.
Esse sistema só foi montado depois que a legislação assim o exigiu.
Conheça as entidades que apoiam o evento: ABAG - Associação Brasileira do Agronegócio, AENDA - Associação das Empresas Nacionais de Defensivos Agrícolas, ANDAV - Associação Nacionais dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários, ANDEF - Associação Nacional de Defesa Vegetal, APROSOJA - Associação Brasileira dos Produtores de Soja, CNA - Confederação Nacional de Agricultura, OCB - Organização da Cooperativas do Brasil, e SINDAG - Sindicato Nacional da Indústria de Produtos da Defesa Vegetal.
Respectivamente: Donos do agronegócio + Associação dos fabricantes de veneno + Associação dos vendedores de venenos, hormônios e anabolizantes + Associação dos veneneiros + Associação dos plantadores de transgênicos + Kátia Abreu, crimes ambientais & Cia + Organização das filiais de multinacionais + Sindicato dos protetores dos veneneiros.
A TV Globo não diz isso na reportagem, mas o objetivo do concurso, e de muitos outros programas assim, como é o caso do Agrinho, é incutir nas crianças o raciocínio de que a aplicação de venenos na produção agrícola é necessária, que é a única alternativa. E então entram com a idéia da tríplice lavagem, que seria mais real se denominada tríplice bobagem.
Um litro de veneno tem 20.000 gotas, que são jogadas indiscriminadamente ao solo e ao vento, e da qual boa parte vai para aos rios e outra fica nos alimentos. E a tríplice bobagem ensina que você precisa se preocupar com as três gotas que ficaram na embalagem.
Ao invés disso, deveríamos ensinar às nossas crianças que podemos produzir com menos custos e com mais saúde os alimentos sem agrotóxicos, através da agroecologia.
O processo da hipocrisia se inicia com a traição dos professores, que são induzidos a pensar que esse é um bom programa cultural, um grande incentivo ao aluno.
A agrônoma entrevistada (que é da ADD - Associação dos Distribuidores de Defensivos) diz que a menina seguiu "...aquilo que ela viu o pai fazendo com o veneno, foi o que ela expressou ali na redação...". Bela inspiração!
Mas deixa estar! Jenifer é inteligente! Ela vai ler muitos livros e descobrir a verdade. Parabéns a ela.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Manifesto na USP gera tema de reunião 'socialite' em SP

Será que eu vi mesmo isso ou é um delírio?



Pára o Mundo que eu quero descer!
Sem mais comentários por hoje...

China - O Dragão está despertando

"Deixem a China dormir, porque quando ela acordar, o mundo vai estremecer". (Napoleão Bonnaparte)
Há 200 anos, Napoleão Bonnaparte fez esta profecia, que parece estar começando a realizar-se.
A China do Futuro é hoje!
O Futuro é hoje!
A verdade é que agora, tudo o que compramos é 'Made in China'. 

Mas quem liga para esse aviso? 

Atualmente, nesta nossa ânsia por novidades, ninguém!
O lema agora é aproveitar... Só aproveitar!
E depois, como será para os nossos filhos? 
Como ficará a China no futuro?

Este sôfrego blogueiro repassa ensaio do diretor de marketing da Dana, jornalista Luciano Pires, com pequenos adendos de próprio punho:
Complexos industriais: imposição de disciplinas rígidas
Alguns conhecidos voltaram da China impressionados.
Um determinado produto que o Brasil fabrica na razão de um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões.

A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reação é impressionante.

Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas, com preços que são uma fração dos praticados aqui.

Lá dentro, trabalho, trabalho, trabalho, nada de papo!
Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares.

Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares, no mínimo, que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares.

Quando comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero de benefícios, estamos perante uma escravatura amarela e ajudamos a alimentá-la.

Horas extras? Na China? Esqueça!!!

O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego que trabalha horas extras sabendo que não vai receber nada por isso. E ainda não falamos sobre trabalho infantil, que deve ser um capítulo à parte...
Trabalho Infantil na Microsoft
Atrás dessa 'postura' está a grande armadilha chinesa.

Não se trata de uma estratégia comercial, mas sim de uma estratégia 'de poder' para ganhar o mercado ocidental.
Os chineses estão tirando proveito da atitude dos famigerados 'marqueteiros' ocidentais, que preferem terceirizar a produção, ficando apenas com o que ela 'agrega de valor': a marca. Pensam que estão lucrando com isso.
Dificilmente você adquire hoje nas grandes redes comerciais dos Estados Unidos um produto 'Made in USA', ou no Brasil um produto 'Made in Brazil'.

É tudo "Made in China", com rótulo estadunidense ou brasileiro, respectivamente.
As Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares ou reais.

Apenas lhes interessa o lucro imediato e a qualquer preço, mesmo ao custo do fechamento das suas fábricas e do brutal desemprego norte-americano. É o que pode-se chamar de "estratégia preçonhenta".

Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham no curto prazo, a China assimila essas táticas e cria unidades produtivas de alta performance, para dominar no longo prazo.
Enquanto as grandes potências mercadológicas que ficam com as marcas, com os designes, suas grifes, os chineses estão ficando com a produção, assistindo, estimulando e contribuindo para o desmantelamento dos já poucos parques industriais ocidentais.
Em breve, por exemplo, já não haverá mais fábricas de tênis ou de calçados pelo mundo ocidental. Só haverá na China.
Então, num futuro próximo veremos os produtos chineses aumentando os seus preços, produzindo um 'choque da manufatura', como aconteceu com o choque petrolífero nos anos setenta. Aí já será tarde demais.

Dimensões incalculáveis...
Então o mundo perceberá que reerguer as suas fábricas terá um custo proibitivo e irá render-se ao poderio chinês.
Perceberá que alimentou um enorme dragão e acabou refém do mesmo.

Dragão este que aumentará gradativamente seus preços, já que será ele quem ditará as novas leis de mercado, pois será quem manda, terá o monopólio da produção.
Sendo ela, e apenas ela, quem possuirá as fábricas, inventários e empregos é ela quem vai regular os mercados e não os 'preçonhentos'. Nesta estratégia pode estar inserida a intenção de remunerar melhor a mão de obra (hoje quase escrava), melhorando a qualidade de vida a nível nacional.
Iremos, nós e os nossos filhos e netos, assistir a uma inversão das regras do jogo atual que terão nas economias ocidentais o impacto de uma bomba atômica... chinesa.
Confinamento
Nessa altura em que o mundo ocidental acordar, será muito tarde.
Nesse dia, os executivos 'peçonhentos' olharão tristemente para os esqueletos das suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando baralho no boteco da esquina, e chorarão sobre as sucatas dos seus parques fabris desmontados.
E então lembrarão, com muitas saudades, do tempo em que ganharam dinheiro comprando "balatinho dos esclavos" chineses, vendendo caro suas "marcas-grifes" aos seus conterrâneos.
E então, entristecidos, abrirão suas 'marmitas' e almoçarão as suas marcas que já deixaram de ser moda e, por isso, deixaram de ser poderosas pois foram todas copiadas.