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terça-feira, 26 de abril de 2011

Tabagismo na gravidez: menos nutrientes para o bebê

"Em cada tragada de um cigarro, são inaladas 4.600 substâncias tóxicas, incluindo o monóxido de carbono, composto que também é liberado pelo escapamento dos carros, destrói os glóbulos vermelhos do nosso organismo e prejudica o transporte de oxigênio da mãe para o bebê durante a gravidez". São palavras do obstetra Alberto D’Auria, do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo.
Problemas de formação e dificuldades de aprendizagem por causa da menor quantidade de oxigênio e nutrientes são algumas complicações que os bebês enfrentam quando suas mães fumam durante a gravidez.
No último domingo (24/04), a atriz Danielle Winits, que está com quase nove meses de gestação, foi flagrada fumando na companhia do ex-marido, Jonatas Faro.
Danielle Winits e o marido negligente

De acordo com especialistas, o cigarro nessa fase pode causar problemas para o resto da vida do bebê. Procurada, Dani Winits não quis responder às perguntas da reportagem do R7 Notícias.
O alcatrão e a nicotina são outras substâncias responsáveis por diminuir a quantidade de nutrientes que o feto recebe. Isso pode fazer com que o bebê nasça abaixo do peso considerado normal. Estudos mostram que crianças com sete anos de idade, nascidas de mães que fumaram 10 ou mais cigarros por dia durante a gestação, apresentam atraso no aprendizado quando comparadas a outras crianças: observou-se atraso de três meses para a habilidade geral, de quatro meses para a leitura e cinco meses para a matemática.
Na opinião do obstetra Eduardo Cordioli, presidente da Comissão Nacional de Urgências Obstétricas da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), quanto maior a quantidade de cigarros fumados pela mãe e menor o tempo de gravidez, pior será para o bebê.
Cordioli ressalta que o cigarro aumenta as chances deste bebê ter obesidade, diabetes, hipertensão e dificuldades de aprendizagem, bem como ter sérias tendências ao tabagismo.
Trimestre a trimestre
De acordo com D’Auria, abortamentos também podem ser causados pelo hábito de fumar nos primeiros três meses de gravidez, o que compromete a formação do bebê.
Combinação perigosa
Já o vício no segundo trimestre da gestação leva a outros problemas de formação, como fenda palatina (abertura no céu da boca) e lábio leporino.
No terceiro trimestre, o principal problema é de insuficiência placentária. O feto reduz o ganho de peso, prejudicando a formação cerebral. Isso pode levar a dificuldades de aprendizado na idade escolar.
Diante desses riscos, é importante a mãe abandonar o tabaco assim que descobrir que está grávida. Mesmo a futura mãe sendo fumante, largando o cigarro logo no início da gravidez, há grandes chances de o bebê não ter nenhum prejuízo.

Se a mãe fuma depois que o bebê nasce, este sofre imediatamente os efeitos do cigarro. Durante o aleitamento, a criança recebe nicotina através do leite materno, havendo registro de intoxicações atribuíveis à nicotina (agitação, vômitos, diarréia e taquicardia) em filhos de mães fumantes de 20 ou mais cigarros por dia. Em recém-nascidos, filhos de mães fumantes de 40 a 60 cigarros por dia, observou-se acidentes mais graves como palidez, cianose, taquicardia e crises de parada respiratória, logo após a mamada.

Fontes: R7 Notícias e http://pt.shvoong.com/entertainment/

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